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Quarta-feira, 20 de Fevereiro de 2008

18 meses sem ti....

Faz hoje 18 meses que fiquem sozinha no mundo. Apesar de ter tanta gente à minha volta, a tentar confortar-me e fazer-me sentir melhor, nesse dia eu sentia-me como se estivesse num deserto, sozinha, completamente sozinha e perdida. Tinha ficado orfão, sem pai nem mãe, irmãos não tive. Só o meu filho me restava, só ele mesmo. Agarrei-me a ele com todas as forças que tinha. Só ele me fez voltar o sorrir, só ele me fez voltar a viver a minha vida sem chorar todos os dias.

 

Abalou a minha fé, a minha fé no mundo, nos médicos, em Deus, em tudo o que me rodeava e que tomava por garantido.

 

Sinto a falta dela todos os dias da minha vida que passo sem a ver, sem a ouvir, sem o seu toque amigo, sem o seu concelho sempre pronto, sem o seu sentido de humor que nunca a abandonou, nem nos momentos mais dificeis.

 

Passamos tantos momentos bons e outros menos bons, mas tinhamos-nos sempre uma á outra para os ampararmos, para nos ajudarmos, para darmos forças uma á outra. E agora? A vida ficou mais triste, o sol brilha menos, as nuvens estão sempre no meu céu. Uns dias são mais cinzentas, outros menos, mas nunca me abandonam.

 

Queria tanto que estivesses aqui para veres o teu neto crescer, para veres o seu sorriso, a sua maneira engraçada de ser, para o veres a aprender coisas novas todos os dias. Tinhas tanta coisa para lhe contar, tanta coisa para lhe ensinares e apenas pudeste partilhar a sua vida duante 18 curtos meses.

 

Quanto soubeste da tua doença e por não te sentires mal, apenas cansada, comentaste com uma amiga que tinhas tido os prazer de ver a tua filha casar, de conhecer o teu neto, tudo coisas que o meu pai nunca pode fazer, afinal eras uma mulher realizada e feliz, por isso até podias partir um dia destes, mas ainda te sentias com forças para fazer tanta coisa... mal sabiamos que o fim seria bem mais proximo do que imaginavas.

 

As minhas últimas palavras para ti, horas antes de me deixares foram: "Gosto tanto de ti, mamã!" e mais não pude dizer, correndo o risco de chorar, como estou a fazer agora que escrevo estas palavras, para me sentir melhor, para tentar aliviar a dor que sinto no peito sempre que penso em ti. Tinha de ser forte, de mostrar uma coragem e confiança que não sentia. Dizias que te sentias melhor, que era bem tratada, que ali iam cuidar de ti, que ias ficar bem e não paravas de insistir que eu fosse para casa, para ao pé do meu menino, de quem estava á tantas horas longe, desde as 11 da manhã, hora em que a levei ao hospital. Já eram quase 21 horas. Vai, vai para casa, disseste-me tu. E eu fui, confiante, sem desconfiar que seriam as ultimas palavras tocadas por nós, que seria a ultima vez que te veria com vida... Se eu soubesse, se eu pudesse adivinhar o que ia acontecer, teria ficado contigo o tempo que fosse preciso. Mas não adivinhei, não sabia, nem imaginava sequer que o dia seguinte iria ser o pior dia da minha vida. Às 3 da manhã partiste. E eu não estava ao pé de ti, para te dizer o quanto te amava, o quanto foste importante na minha vida e que tudo o que sou hoje o devo a ti, pela maneira que me educaste e pelos valores que sempre me transmitiste. 

 

Não sei porque partiste nem porquê. Não mudava nada, não havia nada a fazer, por isso não quis saber. Ainda hoje me interrogo porquê e ainda hoje não perdoo, penso sempre que podia ter feito mais, que podia ter chegado mais cedo, ter-te levado mais cedo ao hospital.

 

Não perdoo aos médicos, pois mesmo tu estando no hospital, nada puderam fazer. Nem à médica de familia da minha mãe, que lhe disse quando ela foi mostrar os exames que indicavam problemas graves: "Quer ver que agora não me sai daqui! Volte só quando tiver todos os exames!" e na semana seguinte se reformou, deixando-nos às 2 à toa, sem saber para onde ir e o que fazer.

 

Não perdoo ao mundo, à vida que tanto me castiga, a alguém superior a mim que não ouviu as minhas preces e me levou uma das pessoas que eu mais amava na vida. Deixei de saber rezar, tentei tantas vezes mas as palavras não saiem, as orações não terminam, não consigo encontrar o sentido que lhes encontrava antes. Mas tenho esperança de um dia lhe reencontrar o significado, mas não sei quando....

 

Passaram 18 meses, a dor continua, grande, muito grande. A saudade aumenta todos os dias. Nos primeiros tempos, sempre que tocava o telefone, por uns décimos de segundo, pensava que era ela. Acabei por mandar desligar o telefone, tenho só telemóvel....

 

Sei que se existem sitios bonitos para se ir depois de se morrer, que a minha mãe está lá, sem duvida nenhuma. Ela era boa pessoa, refilona e contestatária como eu, mas um coração de ouro, com a porta sempre aberta para ajudar e acolher todas as pessoas que dela necessitassem.

 

Não lhe chego nem aos calcanhares nem nunca chegarei, apesar de sempre ter querido ser como a minha mãe, uma mulher cheia de força e de garra, que ultrapassou todas as dificuldades da vida com um sorriso nos lábios, só a doença a venceu e acho que em consequência da vida complicada que sempre teve.

 

Se pudesse realizar um desejo, só um mesmo, queria a minha mãe de volta, os seus miminhos e o seu carinho para mim de novo, era só isso que eu queria.

 

Desculpem o discurso e o estado de espirito, mas hoje é assim que me sinto e era isto que me apetecia escrever, para ver se a dor no peito fica um pouco mais pequena.


A avó babada e feliz no dia em que nasceu o seu tão desejado neto, que infelizmente apenas viu crescer até aos 18 meses....

AMO-TE MAMÃ!!!!!

 


 

publicado por era1xeu às 11:48

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De Sandra a 20 de Fevereiro de 2008 às 14:43
Amiga, sei bem a dor que sentes...
Deixo-te um beijinho muito grande, e um xi coração apertadinho para te animar um pouquinho neste dia saudoso.
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