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Segunda-feira, 2 de Março de 2009

A consulta do Dinis

E na 6ª feira lá fomos nós à consulta no pediatra do meu menino.

 

E correu mal, muito mal... Ele tinha decidido que não queria ir lá porque não estava doente e não me valeram de nada as conversas que tive com ele antes de entrarmos. Decidiu que não queira ir a não deixava tirar-lhe a roupa nem por nada! Ele que sempre se portou bem no médico, desta vez fez-me passar uma vergonha enorme. Esbracejou, esperneou, fez trinta por uma linha. O médico teve de se zangar com ele e eu também. Depois de despido, com os olhos vermelhos e inchados e com a cara cheia de lágrimas lá se deixou examinar. Mas olhava para nós com uma cara super zangada, como se isso nos fizesse sentir muito mal.

 

Bem, mas o importante é que ele estava optimo. A febre, segundo o médico, deve ter sido uma virose, desculpa para tudo o que não tem explicação hoje em dia. A cara vermelha não era de nenuma doença das que eu tinha falado no post anterior, pois ele disse que também dão vermelhidão no resto do corpo, o que não aconteceu e aconselhou apenas a colocação de hidratante, o que eu já fazia.

 

Tem 16,700 kg de peso (percentil 50) e 105 cm de altura (percentil 75 por isso em relação a estes valores está tudo bem.

 

Quanto às convulsões, ele ficou um bocadinho preocupado por ele ter tido outra em tão pouco tempo. Isto porque ele nunca tinha tido nenhuma até aos 3 anos e meio e porque nem eu nem o pai tinhamos tido nunca convulsões em criança.

 

Mandou fazer um electroencefalograma com prova de sono para ver se está tudo bem. Já me disseram que ele não pode dormir muito na noite anterior, pois tem de ter sono para fazer o exame a dormir. Vou fazer a um especialista em crianças, pois o médico disse-me que o traçado do exame é diferente em crianças e adultos. Já alguém fez este exame aos filhotes? Como correu????

 

Sai pois do consultório um bocadinho preocupada mas principalmente muito zandaga com o meu filhote. Estas birras parvas dão cabo da minha paciência. No domingo foi pois outra birras monstruosa, com muita gritaria pelo meio, pois não queria tomar banho, coisa que ele adora fazer...

 

Passei-me da cabeça e agarrei-o pelos ombros e dei-lhe uma bela de uma descasca. Pois quem manda em casa sou eu e o pai e ele tem de obedecer. Senão as regras mudam e acabam-se os desenhos animados na tv e os docinhos de que ele tanto gosta!

 

Estava mesmo zangada e ele ficou sem fala, sem se atrever a responder. Depois fico com remorsos mas às vezes tem mesmo de ser, eles tem de ter limites muitos claros e eu farto-me de dizer que na vida nem sempre as coisas correm como nós queremos e temos de preparar os nossos filhos para isso. Vamos ver quantos dias faz efeito o sermão.

 

 

Quem diria que esta cara linda de anjo às vezes se porta tão mal!

 

Na 6ª feira houve também a 9ª reunião do grupo de apoio da Associação Portuguesa de Fertilidade, da qual eu sou a coordenadora juntamente com a Sandra, mamã do Guilherme. Foi uma reunião muito agradável, que me soube muito bem, apesar de ser um bocadinho atipica por termos recebido algumas visitas especiais. Mas desta vez não fiquei com vontade de me ir embora, mas sim de voltar mais vezes. E para isso contribui não só as boas companhias mas também a minha amiga e colega coordenadora do grupo

 

Beijocas e boa semana!!!!

publicado por era1xeu às 23:47

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Terça-feira, 27 de Janeiro de 2009

1ª semana na casa nova

A 1ª semana na casa nova foi passada a limpar, transportar tralha, arrumar, limpar, transportar tralha e arrumar. Mas sempre com um sorriso nos lábios, mesmo quando as coisas não correm tão bem como gostariamos.

 

É bom ir para uma casa nova, é bom arrumar tudo de novo, é bom sentirmo-nos bem, mesmo que ainda falte tanto para que seja o nosso lar definitivo. Mas com saude, amor e algum dinheiro, claro, chegamos lá.

 

O Dinis adora. Como os armários ainda estão quase todos vazios, aproveita para brincar às escondidas....

 

E a minha sogra ainda nem cá a casa quis vir, o meu sogro tem ajudado imenso mas ela, nada! Temos um problema com a placa vitrocerâmica que não funciona e por isso não posso cozinhar. O forno ainda não foi comprado e apenas posso usar o micro-ondas ou o grelhador eléctrico. Acreditam que ela nem se ofereceu para fazer a comida???? Fez um bocadinho de sopa mas teve de ser o meu marido a pedir... Ai se a minha mãe fosse vida, o que ela se ia divertir a arrumar a nossa casa e a tomar conta de nós. Será que ela não percebe que o filho fica triste com esta atitude dela? Até o Dinis já perguntou quando é que a avó vai lá a casa. E nem percebo o porquê, ela sempre foi contra esta casa, vá-se lá saber porque razão. Enfim, foi só um desabafo.

 

Pelo meio ficou mais uma reunião do grupo de Apoio da Associação Portuguesa de Infertilidade. Já tinha muitas saudades das meninas e dos meninos que por lá passam e especialmente da minha amiga e companheira de coordenação do grupo, a Sandra, mamã do Guilherme.

 

Mas tenho de confessar que me senti um pouco deslocada. Sei que tenho a minha experiência pode ajudar as outras pessoas e só por isso ali me mantenho. Depois do meu ultimo negativo pensei seriamente em sair do grupo. depois fui ficando, principalmente por causa da Sandra, pois de resto sei que ela daria bem conta do grupo e as outras pessoas não precisam de mim, é sempre com ela que falam, é sempre com ela que contactam.

 

No inicio da reunião pensei mesmo no que estava ali a fazer e só quando alguém fez um comentário que não me agradou, consegui soltar-me um pouco mais. Também ninguém me perguntou nada, ninguém quis saber como me sentia. Mas depois senti-me melhor, mais solta, mais eu.

 

Vou ter de pensar um pouco melhor se quero continuar ou não. Ao fim e ao cabo o meu objectivo de vida agora é diferente. Todas aquelas pessoas lutam contra a infertilidade e eu já entreguei os pontos. Não vou fazer mais tratamento nenhum nem sentir a ansiedade de um negativo ou de um positivo. Apenas rezo por um milagre natural que possa acontecer todos os meses. E que nunca aconteceu em 12 anos, porque iria ser agora????

 

Tenho então de resolver, para já temos nova reunião daqui a um mês, logo vejo que me apetece fazer.

 

E só falta uma semana, sabem para quê????  

 

 

 

publicado por era1xeu às 23:58

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Terça-feira, 13 de Janeiro de 2009

A esperança que morre todos os meses

Gostava que assim não fosse. Mas é. Gostava de conseguir não pensar no assunto, mas é impossivel.

 

Todos os meses tenho sempre esperança que tenha conseguido trabalhar na altura certa, para dar um mano ou uma mana ao Dinis. Mas o maldito acaba sempre por aparecer e a esperança morre ainda quase antes de ter começado. Porque ele anuncia-se sempre uns dias antes, com mau humor, dores de cabeça, barriga e costas e ainda por vezes emjoos e tonturas. Estou numa fase dessas. Em que tudo me irrita, até o facto de as pessoas respirarem junto de mim. Estou sem paciência para o meu filho, que graças a Deus está numa fase boa (até á próxima doença, de vez em quando tenho uns dias de descanso...) com energia para dar e vendar, em que o simples facto de lhe tentar vestir uma roupa depois do banho é motivo para saltos, pulos, alegria e meia hora de muita, muita paciência.

 

Antes do Natal soube que a amiga de uma prima minha, que eu conheço muito bem, estava gravida. Ela teve muitas dificuldades para engravidar a 1ª vez e agora tem um menino de 5 anos, que nasceu devido a tratamentos de infertilidade. Tal como eu, tentou ter o 2º e fez tratamento que sempre tiveram resultado negativo. Desistiu pura e simplesmente de tentar, não por falta de dinheiro, pois felizmente tem, mas porque estavam cansados de ter esperança e de não conseguirem.

 

Fiquei super feliz por eles. Mas agora imaginem o que é toda a gente a dizer-me "vais ver que a seguir és tu" "basta deixares de pensar no assunto e é logo!".

 

Quem tem problemas de infertilidade sabe que estas coisas são as ultimas que queremos ouvir, nada disto nos anima ou nos deixa mais felizes, pelo contrário, temos vontade de gritar que era bom que fosse mas não queremos ouvir estas coisas!

 

E por favor, outra coisa que não quero ouvir é que tenho o meu filho e que devia agarrar-me a isso... Eu sei, o meu filho é a melhor coisa que tenho no mundo e faz-me sentir super feliz por ele existir e cada vez mais convencida que ele foi mesmo um milagre.

 

Mas quem tem mais do que um filho sabe que um não tira o lugar ao outro e lá por ter um não qur dizer que não queira ter outro ou ainda mais outro... E não é por isso que deixei de pensar no assunto ou se tormou mais fácil pensar que continuo a não conseguir engravidar quando queria!

 

E hoje nasceu mais um bebé na familia, ainda bem que não são todos como eu....

 

Desculpem o tom cinzento deste post mas há dias assim e o meu blog tambérm serve para contar coisas menos boas. E para animar (a mim, claro) deixo uma foto do fofinho mais lindo do mundo  , que tirou esta foto especialmente para o seu convite da sua festa de aniversário.

 

 

publicado por era1xeu às 12:27

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Terça-feira, 16 de Dezembro de 2008

Fim de semana alucinante

... é o minimo que se pode dizer deste que passou... A farra começou logo na 4ª feira, com um jantar de natal da associação da qual o pai é o presidente e a mãe a secretárias da mesa da assembleia.

 

Na 6ª feira novo jantar, desta vez o jantar do grupo de Apoio de Lisboa da Associação Portuguesa de Fertilidade, da qual faço parte, como já referi várias vezes. Correu muito bem e adorei rever muitas pessoas que costuma ir às reunião habituais. Juntamos 23 pessoas, das quais se destacavam 3 crianças, nascidas de muita luta e sofrimento mas que fazem os encantos das suas mamãs e dos seus papás e o que eu desejo é que no próximo ano este jantar já tenha mais alegria da pequenada a animar.

 

 

Claro que o Dinis não parou nem um bocadinho e tinha o seu amigo Guilheme para ajudar à festa e só adormeceu por volta da 1 da manhã, quando chegou ao carro....

 

 

Mas não pensem que dormiu até tarde. Às 9 e meia da manhã estava a acordar para ir connosco ajudar a preparar a festa de Natal da empresa onde trabalhamos. Ajudou a enfeitar a árvore de Natal e a colocar as prendas que o Pai natal ia distribuir lá debaixo.

 

 

Portou-se bem até mais ou menos à 1 da tarde, altura em que lhe deu o sono, começou a ficar chateado mas em 15 minutos de sono recuperou a boa disposição. A festa começou e entre ilusionistas, palhaços e um teatro feito por mim, pelo meu marido e por outros colegas que se prestaram a tal (alguns recusaram ajudar e isso deixou-me triste) e tarde foi passando e o meu menino pintou a cara de tigre. Ficou giro?

 

 

Acreditem que quando o vi, assim de repente, nem o conheci... Finalmente o momento pelo qual todos esperavam chegou e o Pai Natal veio entregar umas prendas, tendo sido bem generoso com o meu menino, vejam o que recebeu:

 

(um jogo muito divertido, para jogarmos em familia, a três...)

 

 

(isto ainda não experimentamos mas imagino que a minha casa se vai transformar numa praia...)

 

A seguir veio o lanche e nós tivemos de limpar e arrumar tudo, saindo de lá por volta das 8 da noite. Fomos ainda a uma festa de aniversário e o Dinis recebeu mais uma prenda para por debaixo da árvore de natal mas essa está embrulhada, só a vê na noite de natal. Adormeceu mal se sentou no carro por volta das 11 horas da noite.

 

No dia seguinte acordou às 10 e 30, muito bem disposto. Depois do banho fomos almoçar ao McDonald's, para não perder tempo, pois o circo começava ás 14 horas!!! Pois é, eu tinha resolvido não o levar ao circo, depois de se ter portado mal no Zig Zag ao vivo, mas como me deram os bilhetes, resolvi aproveitar e se as coisas corressem mal, vinhamos embora, sem lamentar o dinheiro gasto.

 

 

Mas correu bem. Portou-se lindamente e por incrivel que pareça, o que ele gostou mais foram os palhaços tontos (como ele lhes chamava) que fizeram um nº com um pato, que escondiam nas calças e do qual ele se ria à gargalhada e fazia comentários engraçados.

 

 

Também gostou do um acrobata que trabalhava no ar, com umas fitas e estava muito preocupado se ele ia cair. Vejam só o ar atento dele, a olhar para o ar.

 

 

Os trapezistas, os tigres e os camelos vieram a seguir na lista das preferências e ainda comeu pipocas, andou no carrosel, ganhou um balão e a espada de luz que ele tanto queria na semana passada e não teve, por ser birrento.

 

 

Depois desta aventura, que até correu bem, fomo ainda ver um amigo cantar e jantar com ele e a mulher. Claro que o Dinis estava arrasado e às 21h 30 adomeceu para só acordar na manhã seguinte, por volta das 8 da manhã.

 

Digam lá, foi um fim de semana alucinante ou não foi? E outros se esperam parecidos, com a mudança em vista e a entrega de prendas de Natal em várias casas... Puf, puf, só de pensar, já tenho a lingua de fora!!!

 

 

 

 

 

 

 

publicado por era1xeu às 00:56

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Segunda-feira, 24 de Novembro de 2008

Sempre em festa

Pois é, amigas, mais um fim de semana cheio de actividade...

 

Na 6ª feira aproveitei o salário fresquinho na conta, acrescido de subsidio de férias (que bom era receber este valor todos os meses...) e fui ás compras. Comprei já algumas prendinhas mas o Dinis não conseguia perceber porque não era nenhuma para ele. Eu bem lhe disse que o Pai Natal trazia as dele, mas não foi fácil convençe-lo.

 

No sábado de manhã lá fui eu de novo representar a APF, desta vez num congresso de Farmacêuticos. Ainda por cima tive a agradávek companhia da minha amiga Sandra. Aqui está ela no nosso stand.

 

 

Depois de um pequeno problema na entrada, correu tudo bem, apesar de o stand em causa estar num cantinha um pouco fora de mão, mas valeu a pena pela companhia e pelos brindes que nos deram (canetas e afins...) que os nossos meninos adoraram.

 

Quando terminou a nossa missão, fieram ter connosco os nosso meninos (pequeninos e mais crescidos) e fomos todos almoçar. O dia estava optimo e estivemos numa esplanada, onde o sol e o bom tempo se faziam sentir. Depois do almoço foi a correria total, afinal o almoço tinha de ser digerido

 

 

Adoro ver o meu filho a brincar com outras crianças, especialmente se são da mesma idade. Eles tem apenas 15 dias de diferença, por isso dão-se muito bem, pelo menos assim me parece.

 

 

Deu para tirar umas fotos muito giras e sem duvida que ficou no ar a promessa de mais passeio juntos.

 

 

Mas não pensem que o sábado terminou por aqui. Tivemos ainda o jantar de aniversário de uma amiga minha, que tinha este bolo tão giro como saboroso.

 

 

Fomos jantar a um sitio que eu não conhecia e de que gostei bastante. Gostei do espaço, da comida, do preço e especialmente por ter um espaço para as ciranças brincarem. No fundo abdicaram de ter mais umas mesas para terem um sitio onde os miudos podem estar, quando se cansam de estar à mesa com os crescidos.

 

 

De facto é um sitio a voltar e o Dinis adorou. Não tinha mais crianças no grupo para brincar mas fez amizade com outras que por lá estavam também. O resultado foi termos regressado a casa muito tarde e ele só adormeceu por volta da 1h 30m da manhã. nem no carro adormeceu, só quando chegou a casa e ainda tive de lhe ler uma história.

 

Domingo foi dia de almoço em casa dos sogros e mais uma vez uma ida às compras, desta vez para comprar uma árvore de natal, pois a nossa estava já toda depenada... Comprei mais 3 prendas de Natal, inclusivé o cão Filo que o Dinis queria (os meus sogros vão oferecer-lho) e ainda 2 camisolas, pois as que tem estão todas a ficar de mangas curtas. Quando a árvore de Natal estiver montada, mostro fotos.

 

Boa semana de trabalho e estudo para todos

 

 

 

publicado por era1xeu às 23:16

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Sexta-feira, 14 de Novembro de 2008

Ainda o 2º filho...

Eu digo sempre que não volto a falar no assunto, mas acabo sempre por vir aqui parar. Ainda não estou preparada a 100% para deixar este meu sonho para trás. Acho que isso vai acontecer quando eu entrar na menopausa, mas até lá, vou sempre pensando um bocadinho. E principalmente quando vem ou está para vir o periodo, altura em que imagino como seriam as coisas se o maldito não desse a cara. Imagino sempre que ele pode não aparecer, apesar de os sintomas estarem lá todos (dores de cabeça, má disposição, dores de barriga, etc). 

 

Depois do meu ultimo tratamento ter falhado (ter ido buscar 2 congeladitos que ainda tinha) fiquei deseperada e disse para mim própria que não havia mais nada a fazer, que tinha de me resignar a ter só um filho.

 

Falar é fácil, mas convencer-me disto não tem sido nada mas mesmo nada fácil. Claro que o tempo ajuda e já me sinto com um pouco mais de forças.

 

De tal modo que algumas companheiras de luta de infertilidade me deram dicas de médicos e hospitais onde aceitavam casais que tentavam ter 2ºs filhos, visto que o dinheiro anda curto para os meus lados. Eram longe, um bocado fora de mão, mas senti renascer a esperança. Não tinha tempo a perder e tinha de ser já!

 

Falei com o meu marido e para meu espanto, disse-me um redondo não. Então não era eu que tinha dito que não queria mais, que estava cansada? Ora ele também estava, de ter esperança, para depois serem castelos de areia, levados pela água do mar. Não me queria ver mais a sofrer, já tinhamos tido a nossa dose, tinhamos o nosso filho lindo e a adopção havia de chegar um dia.

 

Sei que ele tem razão, sei que sim. Ele é muito mais racional que eu, que penso com o coração bem mais do que com a cabeça. Por isso tratamentos nunca mais! Afinal um filho é um projecto a 2, um sonho tornado realidade para nós uma vez, se calhar não devo forçar a barra.

 

Como disse não está a ser fácil. Até porque para variar, estou rodeada de gravidas por todos os lados. Mas inferlizmente, e por coincidência, 2 pessoas muito queridas para mim e que estavam a viver a felicidade de irem ser mamãs pela 2ª vez, viram o seu sonho cair por terra.

 

Uma delas é a Sandra, mamã do Guilherme. Companheira de luta contra a infertilidade e agora amiga real e pessoal, com uma história muito parecia com a minha. Tem um filhote 15 dias mais novo que o meu e agora procura a menina. Fez um tratamento e teve um positivo. Infelizmente a gravidez não evoluir e parecia que estava complicado de resolver. Mas agora já está tudo a correr bem e o próximo passo para ela é ganhar forças para ir buscar os congeladitos que tem à espera dela. Força, amiga querida, não foi agora mas será a seguir, vamos acreditar.

 

Outro caso foi uma prima minha, que tem um menino de 6 anos e ficou gravida um pouco inesperadamente para toda a gente, mas que andava feliz da vida. O rastreio bioquimico do 2º trimestre tinha detectado qualquer coisa de estranho e teve de fazer amniossintese. Estava tudo bem e vinha ai outro menino. Mas quando foi fazer a ecografia morfológica das 22 semanas, foi detectada uma mal-formação grave no cerebro do bebé e ela teve de abortar. Fiquei em choque. Meu Deus, já era um dado adquirido, com aquele tempo, que o bebé ia nascer. Davamos sugestões para os nomes, já planeava o baptizado e a data do nascimento estava marcada para 19 de Dezembro, pois tinha de ser cesariana...

 

Ela diz que está bem mas no fundo deve ser bem dificil manter um rosto feliz para mostar a toda a gente. Nem que ouvir falar de ter mais filhos, mas a vida prega-nos muitas surpresas.

 

Estas histórias fazem-me pensar, será que é uma mensagem para mim? Não devo tentar ter um 2º filho???? Bem, mas esse assunto está resolvido, tentar não, apesar de não fazer nada para o evitar, um milagre bem podia acontecer. Mas comigo os milagres acontecem sempre aos outros, apesar de eu acreditar que o meu filho é mesmo um milagre e sem duvida que agradeço todos os dias por o ter na minha vida.

 

E já que falo nele, aqui ficam as fotos dele com o cabelo cortadinho, desde 3ª feira. Mais uma vez portou-se lindamente e digam lá se não ficou lindo????

 

(de frente)

 

(de perfil)

 

E já agora, parabéns ao blog querido, que completa hoje 2 anos de vida. Adoro cada palavra que aqui escrevo, pois são os meus sentimentos que aqui coloco. E adoro também todos os comentários que fazem aos meus post's, continuem a mimar-me assim, que eu gosto.

 

 

 

publicado por era1xeu às 00:00

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Segunda-feira, 3 de Novembro de 2008

Semana dedicada à infertilidade

Esta ultima semana foi dedicada à infertilidade, de muitas formas e maneiras. Quando fiz o ultimo tratamento, que não deu certo, pensei em afastar-me, mas não consegui. A infertilidade vai sempre fazer parte de mim, quer eu queira pensar no assunto ou não.

 

Na 4ª feira passada houve uma concentração com carrinhos de bebé vazios, à porta da Assembleia da Republica. E lá fui eu marcar presença.

 

 

Gostei de lá estar, de rever amigas que já não via à algum tempo, de conhecer pessoas que só conhecia virtualmente. Mas vim de lá um pouco desiludida. Então os nº falam em 500.000 casais com porblemas de infertilidade e estávam lá umas 20 pessoas? Eu sei que era um dia de semana, que era hora de trabalho (também não me foi fácil sair do emprego a meio da manhã) mas onde estavam as outras pessoas? A comunicação social estava lá em peso mas acreditam que tiveram dificuldade em falar com pessoas que tivessem problemas de infertilidade e ainda não tivessem filhos????

 

Eu já não vou beneficiar nada das beneces que se possam conseguir para quem sofre de infertilidade. Tenho 39 anos (idade limite para tratamentos no estado: 38) tenho um filho (ajudas para quem tenta o 2º filho: nenhumas) e o meu marido está cansado desta luta (isto fica para outro post...)  mas mesmo assim estava lá, ajudo em tudo o que posso, abdicando do meu tempo, do tempo que posso estar com o meu filho ou simplesmente a descansar para ajudar numa causa que sendo minha também, neste momento nem o é directamente. Então e onde estão as pessoas que realmente ali deviam estar???? Desculpem se ofendo alguém, mas sai de lá com vontade de não fazer mais nada para ajudar, o meu contributo já foi mais do que muito....

 

Mas isto são desabafos e na 6ª feira lá fui eu coordenar mais uma reunião do Grupo de Apoio da APF, com a minha querida amiga Sandra. Desta vez fomos menos do que o habitual mas não foi por isso que as coisas correram menos bem e a reunião só terminou muito perto da meia noite.

 

E hoje lá fui eu ao Rádio Club Português, para ser entrevistada. Foi em directo e levei o Dinis e o meu marido comigo. Foi uma experiência diferente, pois nunca tinha ido a uma rádio e foi engraçado ver como funcionavam as coisas pode dentro. Foi no programa "Janela Aberta" entre as 17h 30m e as 18 horas e contei com a optima companhia da Filomena, da APF e da sua filhota linda, a Leonor, que tem pouco mais de um ano de idade.

 

NOTICIAS DO DINIS

 

A noite de 6ª para sábado foi mais uma vez noite de hemorragia nasal. Quando cheguei a casa, vinda da reunião que falei anteriormente, o meu menino tinha adormecido na nossa cama e foi lá que ficou. Sabe tão bem te-los junto de nós, de vez em quando... Isto porque ele dorme muito mal e se fosse sempre, eu acho que não pregava olho a noite quase toda!

 

Por volta da 3 e meia da manhã acordei e senti cheio da sangue. Coloquei-lhe logo a mão no nariz e lá estava ele a perder sangue de novo. Foi a 2ª vez, desde que a veia foi laqueada no hopital, também pela 2ª vez. Nem sei que fazer, já fui a otorrinos e eles não ligam nenhuma. A alergologista também não liga nem o pediatra. Pelo que me faz pensar que é inofencivo, desde que não seja muito frequente, mas que é assustador ve-lo cheio de sangue, as roupa da cama, a fronha e a almofada, o pijama dele, o meu pijama, quilos de Dodot's e tudo o que esteja à volta, lá isso é...

 

O resto do fim de semana foi calmo. No sábado visitamos uma prima e amiga que foi operada e teve de retirar um peito. Correu tudo bem, felizmente, mas é algo que deixa qualquer pessoa a pensar 2 vezes na fragilidade da vida. Passamos lá a tarde, com o Dinis a brincar com o meu afilhado de 12 anos e jantamos em casa da minha tia, irmã da minha mãe, que é um amor.

 

Domingo foi dia de ir ao cemitério. Já lá não ia à algum tempo, pois é algo que me custa muito e me deixa de rastos durante algum tempo. Vou pois sei que a minha mãe gostaria que eu o fizesse. Só por isso.

 

O Dinis ia todo contente com as flores que ia por à avó Ju e até lhe escreveu umas mensagens (letras soltas, só percebi mesmo "avó Ju") e quis deixar na campa da minha mãe.

 

Perguntou se a avó ia ao cemitério e quando. Eu disse que ela estava lá. Ele perguntou ser era ali o céu... Ai, ai, que digo agora??? Tentei explicar que a avó Ju estava no céu mas ali era o sitio onde lhe iamos deixar coisas que ela gostava, não sei se percebeu, mas pelo menos não fez mais perguntas e no fim, beijou a foto da minha mãe que estava na lápide e disse-lhe que gostava muito dela... Sem duvida que tenho o filho mais doce do mundo!

 

publicado por era1xeu às 19:47

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Sábado, 14 de Junho de 2008

Cheguei ao fim do caminho

É assim que me sinto, que cheguei ao fim de um caminho que ainda queria percorrer durante mais tempo. Mas não consigo, não vale a pena. Também temos de saber quando parar, quando desistir, quando seguir outro rumo. E é isso que eu tenho de fazer.

 

Cheguei a casa por volta das 20 horas, a correr, para ir dar a minha injecção do costume e tomar o comprimido que a acompanha. Antes fui à sanita e quando me limpei, lá vinha o papel sujo.

 

Fiquei tão irritada que agarrei nos medicamentos todos e meti-os no caixote do lixo. Depois arrependi-me e fui buscar algumas caixas ainda novas para dar à minha amiga Sandra que em breve vai iniciar este caminho para dar um mano ao seu filhote. Sem duvida que lhe vão fazer jeito.

 

Esta noite adivinhei tudo o que aconteceu. Acordei por volta das 4 da manhã com a total convicção de que a transferência não tinha resultado. Sabia que a partir de hoje cada dia contava como uma pequena vitória e tal como no ultimo tratamento, uma semana depois da transferência o periodo dava ar da sua graça.

 

Não vale a pena insistir. Para quê? Para me magoar mais? Para ter esperanças vãs? Para achar que posso ter mais um milagre na vida? Não, isso é nos filmes, é para as outras pessoas. Para mim não. Tenho um milagre na minha vida, o meu filho, que o é sem sombra de duvida. Tenho aqui mesmo ao pé de mim e mordo os lábios para não chorar ao pé dele, para não o deixar triste.

 

Ainda nem disse ao meu marido. Nem sei bem como o hei-de fazer. Acho que depois de adormecer o Dinis vou chorar um bocadinho no colinho dele, estou a precisar mesmo disso.

 

Mas também estava a precisar de escrever. Não me apetece falar sobre o assunto. Não consigo ter forças para mandar mensagens ou telefonar às minhas queridas amigas que tanto apoio me deram. Desculpem mas não consigo. Não tenho forças, não tenho coragem.

 

Escrever faz-me bem à alma, sempre fez. Desde criança que mantive um diário, onde escrevia não todos os dias mas principalmente quando estava triste, quando as coisas corriam menos bem. Eu falo muito, converso muito mas de mim digo muito pouco. Ajudo as pessoas no que posso, sou uma boa ouivinte. Mas quando toca a abrir o meu coração, não é nada fácil.

 

E neste momento sinto que estou numa curva da minha vida que não queria ultrapassar. Sei que nunca mais vou ser mãe. Sei que mais nenhuma vida vai crescer dentro de mim. Não vou voltar a sentir os primeiros movimentos de um ser novo nem a ouvir o seu coração bater pela 1ª vez. Não me posso queixar, já senti todas essas emoções uma vez, nem toda a gente o pode dizer.

 

Não vale a pena continuar, por muitas e variadas razões:

- porque mais uma vez o periodo veio uma semana após a transferência e a médica nem sabe explicar bem porquê;

- porque passei meses e meses a fazer análises e exames dos quais se concluiu que tinha problemas de coagulação e afinal isso não ajudou em nada;

- porque estes tratamentos são caros e eu e o meu marido vivemos exclusivamente do nossos trabalho; os meus pais faleceram já e eram muito pobres. A minha mãe deixou-me algum dinheiro que eu usei para quê: para fazer um tratamento que não deu em nada; afinal é tudo muito justo, podem fazer muitos abortos que o estado comparticopa sempre mas tentar ter filhos só podemos tentar no 1º filho;

- porque me sinto um pouco sozinha nesta minha busca do 2º filho; as pessoas todas acham que é um disparate voltar a tentar, uma perda de tempo e energia, se já tenho um filho, porque andar feita tonta atrás de uma utopia? Só mesmo as minhas companheiras de infertilidade me compreendem....

- e principalmente porque estou muito cansada. 12 anos é muito tempo a lutar por algo que para algumas pessoas é tão normal como respirar. Ter de levar injecções todos os dias que me deixam a barriga cheia de nóduas negra e caroços foi a ultima gota de água. Estou sem forças para continuar, sem coragem, infeliz, triste, sem esperança.

 

Enfim, se calhar é melhor assim. O meu filho não quer mesmo irmãos, diz que antes quer um gato ou um cão. Vai pois crescer como filho e neto unico, mimado até mais não. Hoje estive com os primos que tem um menino com mais 10 meses que o meu filho e outro de 7 meses. E estão pelos cabelos! O mais velho está terrivel, só faz disparates, só quer atenção e acho que eles desejam que o mais velho esteja na escola para terem um pouco de paz e sossego.

 

Era isto que eu queria para o meu filho? Sentir vontade de o ter longe? Assim que sai da casa de banho a primeira coisa que fiz foi pegar-lhe ao colo. Que saudades de o ter nos meus braços! Eele ainda precisa tanto de mim, do meu colo, dos meus mimos e não lhe podia pergar ao colo durante uns tempos. Ele dizia que eu tinha um doi-doi na barriga (ele via a minha barriga negra e dizia que era disso) e dava-lhe beijinhos para que eu ficasse boa depressa para lhe poder dar um colinho grande.

 

Enfim, procuro razões para não ficar tão triste, é assim que eu sou e é assim que vou buscar forças para continuar o meu caminho.

 

Mas sinto que preciso de me afastar da infertilidade uns tempos. Pode ser uma semana ou um ano, não sei. Não me sinto com coragem de ajudar as outras pessoas com palavras amigas ou com a minha experiência. Vou seguir as pessoas que gosto assim mais ao longe, se me envolver muito, pois neste momento sinto que a minha estabilidade emocional e psicologia está em risco. Tenho de lamber as minhas feridas, de me recompor e depois logo vejo o que vou fazer.

 

Se calhar passa-me já amanhã, não sei, mas que preciso de um tempo para me recompor, preciso sim. Porque eu não considerei que tinha chegado ao fim do meu caminho de infertilidade, nem quando o meu filho nasceu. Apenas fiz um intervalo enquanto estive gravida, assim que o meu filho nasceu voltei à luta para ser mãe de novo.

 

Agora não, acabou e não há volta a dar. Vou fazer 39 anos e nem vale a pena pensar de outra maneira. Porque estou cansada, muito cansada. E triste, muito triste.

 

A todas as que me apoiaram, muito obrigada por estarem ai desse lado e por terem paciência de lerem os meus testamentos e de me aturarem.

 

Aviso à navegação: este é o meu ultimo post em que a Tag é "infertilidade". Boa sorte a todas as que tentam ultrapassar a infertilidade e desejo que Deus vos ajude a sentir a felicidade que é ser-se mãe.

publicado por era1xeu às 22:59

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Quarta-feira, 11 de Junho de 2008

Tou de férias

Tal como muitas das pessoas que trabalham em Lisboa, tirei 3 dias de férias nesta semana fantástica, em que isso equivale a ficar 9 dias seguidinhos em casa. Todos os anos aproveito esta altura para dar uma volta, mas este ano, por o dinheiro estar a ir para outros sitios, como a casa nova e os tratamentos para tr mais filhotes, ficamos por casa.

 

E acreditem, umas férias para ficar em casa sem nos ralarmos com horários nem nada mais, também sabem muito bem!

 

Sábado e domingo fiquei em casa na caminha. Só me levantava para ir comer ou à casa de banho. Bem me custou, pois o tempo estava optimo e o meu filhote andava sempre de volta de mim, preocupado com o que eu pudesse ter. No sábado o pai ainda foi passear com ele, já com este ar fresco, de t-shirt e calção.

 

Domingo ficou em casa pois acabou por adormecer logo depois do almoço e já não deu para passear.

 

Na 2ª feira fomos ter com um amiga minha que já não via à algum tempo. O tempo continuava fantástico e convidava a uma passeio até à praia, por isso ficamos numa esplanada a petiscar, enquanto o Dinis brincava na areia.

Ontem foi dia de ida à Feira do Livro. Tal como já vos tenho dito adoro livros e isto para mim é um dos acontecimentos anuais mais importantes. Por isso, e apesar do calor que se fazia sentir, lá fomos nós ver os livros. O Dinis a principio achou o máximo, até porque a maior parte dos stands de livros infantis está logo no prinicipio da Feira, mas depois fartou-me. Ficou então à sombra, a correr e brincar com o pai (que ñão é nada fã de livros e faz este sacrificio por mim...).

Comeu uma fartura e ganhou 4 livros, que a mãe lhe ia trazendo e o pai lendo pacientemente. O 1º que ele escolheu foi este:

Pediu este livro porque tem lá na escola e gosta muito da história. Depois eu comprei-lhe estes 2:

            

 

Comprei o do Pedro pois ele tem mais dessa colecção e gosta. O do Bob porque ele agora anda numa de ver o video do Bob na tv e não tinham nenhum livro dele. Claro que já lhos li meia duzia de vezes desde ontem. Quando vinhamos embora, ele já cheio de sono e a fazer birra, pediu este, que viu em casa de um amigo e adorou:

Hihihihi, um livro muito badalhoco mas que ele acha imensa piada. Farta-se de rir com as porcarias que o menino, como mesmo nome dele, faz.

 

Para mim só comprei um livro, este:

Que em português se chama "Em legitima defesa". Pois é, os livros, tal como tudo, estão super-caros. E como comprei alguns para ele, tive de poupar nos meus. A vida é assim, feita de escolhas, certo, até nestas pequenas coisas.

 

O quanto ao resto? Estou à espera, a tentar estar calma mas sem conseguir muito bem. Casa dor que sinto na barriga deixa-me a pensar que está tudo perdido. Mas cada enjoo que sinto (que eu sei ser ainda dos 500.000 comprimidos que tomei para as anginas) faz-me ter um pouco de esperanaça. O dia 20 ainda vem tão longe e não sei se aguento até lá sem ter´más noticias. Sei que tenho de ser positiva mas nem sempre é fácil. Acreditar, acreditar num milagre, é o estado de espirito que tento ter.

 

Obrigada a todas pelos vossos miminhos e palavras de apoio. Tem sido todas umas queridas, mas queria deixar uma palavra especial à Maria, mamã do David e quase mamã do Tomás, amiga virtual de um dos meus blogs favoritos e que me deu uma força super grande e que me deixou de lágrima no canto do olho, pela solidariedade por alguém que não se conheçe na realidade mas que faz parte da nossa vida. Um beijo grande, minha amiga.

 

 

 

publicado por era1xeu às 10:49

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Sexta-feira, 6 de Junho de 2008

Já está, agora é esperar....

Cheguei à clinica por volta das 17 horas e 30 minutos. Esperei uma hora e confesso que estava a mexer com os meus nervos. Será que algo não estava a correr bem? Será que nenhum dos meus 2 congeladitos tinha sobrevivido?

 

O meu marido teve de sair, porque a escola do Dinis fechava às 19 horas e ele não podia ficar lá depois disso. Para mais tinhamos de falar com a professora dele sobre a ida para a praia com os meninos. Mas isso fica para outro post.

 

Por fim lá fomos chamados, mesmo quando o meu marido regressava com o meu filhote e as noticias eram boas. Os 2 congelados tinham sido descongelados com exito e não tinham perdido célula nenhuma. Além disso, nas horas que estiveram em observação, tinham desenvolvido mais 3 ou 4 células nova, o que é optimo! Vimos os nossos meninos na televisão e o Dinis quando olhou para o amontoado de células disse:

 

"Olha mãe, é uma flor!!!"

 

Um doce o meu filho, não é?

 

E lá colocaram dentro de mim os meus 2 filhotes. Considero que estou rgávida, até prova em contrário. Fiquei feliz por eles estarem bem mas não quero ficar entusiasmada demais, existem tantos factores que infuenciam o veredicto final....

 

Tendo em conta que no tratamento anterior o perido veio logo ao fim de uma semana, vou considerar que cada dia que passar sem má noticias, após uma semana depois da transferência, será uma pequena vitória. Por isso vou dar um passo de cada vez, chegar aqui já foi complicado, cheio de confusões pelo meio.

 

Tenho esperança que as injecções de heparina, que dou todos os dias na barriga e que ma deixam numa nódoa negra total, tenho um papel preponderante para alcançar o meu positivo. Vamos acreditar, acreditar sempre, a fé move montanhas e neste caso são 2 pequenos amontoados de células que estão dentro de mim e que quero cá conservar durate alguns meses.

 

E para quando o veredicto final? Dia 20 é a data chave, se as más noticias não chegarem antes, como da ultima vez.

 

Obrigada por estarem ai desse lado, obrigada por me aturarem, o vosso apoio tem sido fundamental.

 

Um miminho especial para todas as meninas que me mandaram mensagens, que me apoiaram, tudo de bom para vocês...

 

E agora? Aguardar com muito calma, mais nada tenho a fazer.

 

publicado por era1xeu às 22:26

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