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Segunda-feira, 2 de Março de 2009

A consulta do Dinis

E na 6ª feira lá fomos nós à consulta no pediatra do meu menino.

 

E correu mal, muito mal... Ele tinha decidido que não queria ir lá porque não estava doente e não me valeram de nada as conversas que tive com ele antes de entrarmos. Decidiu que não queira ir a não deixava tirar-lhe a roupa nem por nada! Ele que sempre se portou bem no médico, desta vez fez-me passar uma vergonha enorme. Esbracejou, esperneou, fez trinta por uma linha. O médico teve de se zangar com ele e eu também. Depois de despido, com os olhos vermelhos e inchados e com a cara cheia de lágrimas lá se deixou examinar. Mas olhava para nós com uma cara super zangada, como se isso nos fizesse sentir muito mal.

 

Bem, mas o importante é que ele estava optimo. A febre, segundo o médico, deve ter sido uma virose, desculpa para tudo o que não tem explicação hoje em dia. A cara vermelha não era de nenuma doença das que eu tinha falado no post anterior, pois ele disse que também dão vermelhidão no resto do corpo, o que não aconteceu e aconselhou apenas a colocação de hidratante, o que eu já fazia.

 

Tem 16,700 kg de peso (percentil 50) e 105 cm de altura (percentil 75 por isso em relação a estes valores está tudo bem.

 

Quanto às convulsões, ele ficou um bocadinho preocupado por ele ter tido outra em tão pouco tempo. Isto porque ele nunca tinha tido nenhuma até aos 3 anos e meio e porque nem eu nem o pai tinhamos tido nunca convulsões em criança.

 

Mandou fazer um electroencefalograma com prova de sono para ver se está tudo bem. Já me disseram que ele não pode dormir muito na noite anterior, pois tem de ter sono para fazer o exame a dormir. Vou fazer a um especialista em crianças, pois o médico disse-me que o traçado do exame é diferente em crianças e adultos. Já alguém fez este exame aos filhotes? Como correu????

 

Sai pois do consultório um bocadinho preocupada mas principalmente muito zandaga com o meu filhote. Estas birras parvas dão cabo da minha paciência. No domingo foi pois outra birras monstruosa, com muita gritaria pelo meio, pois não queria tomar banho, coisa que ele adora fazer...

 

Passei-me da cabeça e agarrei-o pelos ombros e dei-lhe uma bela de uma descasca. Pois quem manda em casa sou eu e o pai e ele tem de obedecer. Senão as regras mudam e acabam-se os desenhos animados na tv e os docinhos de que ele tanto gosta!

 

Estava mesmo zangada e ele ficou sem fala, sem se atrever a responder. Depois fico com remorsos mas às vezes tem mesmo de ser, eles tem de ter limites muitos claros e eu farto-me de dizer que na vida nem sempre as coisas correm como nós queremos e temos de preparar os nossos filhos para isso. Vamos ver quantos dias faz efeito o sermão.

 

 

Quem diria que esta cara linda de anjo às vezes se porta tão mal!

 

Na 6ª feira houve também a 9ª reunião do grupo de apoio da Associação Portuguesa de Fertilidade, da qual eu sou a coordenadora juntamente com a Sandra, mamã do Guilherme. Foi uma reunião muito agradável, que me soube muito bem, apesar de ser um bocadinho atipica por termos recebido algumas visitas especiais. Mas desta vez não fiquei com vontade de me ir embora, mas sim de voltar mais vezes. E para isso contribui não só as boas companhias mas também a minha amiga e colega coordenadora do grupo

 

Beijocas e boa semana!!!!

publicado por era1xeu às 23:47

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Sexta-feira, 5 de Dezembro de 2008

As birras

Obrigada pelas vossas dicas sobre deixar ou não a chucha, mas já agora vou esclarecer algumas coisas e tirar algumas conclusões do que me disseram:

- tenho duvidas grandes sobre se devo ou não "obriga-lo" a deixar a chucha; eu fui chucho-dependente até aos 6 anos e acho que por isso nada de mal me aconteceu, mas confesso que 4 anos era a meta que eu tinha imposto a um filho que tivesse, ainda vou pensar no assunto melhor;

- o biberão é só mesmo para o leitinho da manhã, que ele bebe meio a dormir no carro, quando vai para a escola, pois o caminho é de quase 1 hora e eu visto-o a dormir e não temos tempo para mais, de resto ele bebe tudo por colo, garrafa ou palhinha, sem problema, para mim é que é mais cómodo pela manhã;

- quanto ao telemóvel era só uma moeda de troca para o Dinis deixar a chucha; não pensei em comprar um novo mas sim dar-lhe o meu antigo para ele brincar; nem era para ele andar com ele por ai ou o levar para a escola, era mesmo para ele usar como brinquedo, porque ele não quer fazer chamadas mas sim tirar fotos, fazer filmes, mudar e ouvir as musicas dos toques, etc; sei que é cedo mas ele já faz isso tudo quando apanha à mão o meu telemóvel ou o do pai...

 

 

 Então vou passar a outro assunto que me deixa de nervos em franja: as birras!!!!

 

Fui buscar o Dinis à escola, o meu marido ao emprego e demos boleia a uma amiga e colega, que foi operada à coluna e não pode consduzir muito. Como ela anda de transportes publicos e a casa dela fica no caminho para a nossa, por vezes damos-lhe boleia até lá. O JD está habituado a que isto acontecça de vez em quando. Adora a minha amiga e vai sempre muito feliz a conversar com ela, até a deixarmos à porta de casa.

 

Nesse dia havia muita fila e tivemos de regressar a casa por um caminho diferente, que por alguma razão incompreensivel, não lhe agradava. Pediu para voltar ao caminho normal e como não lhe fizemos a vontade gritou, gritou e gritou. Dizia que aquele caminho era feio e mau; dizia para eu voltar para trás; chamava por mim.... Gritou o caminho todo para casa, o que acabou por ser uns 50 minutos. É um desepero conduzir com uma criança a gritar aos nossos ouvidos. Fizemos de tudo: ralhar, dar uma palmadinha, ignorar, tentar distrai-lo mas nada resultou... Quando o carro parou à porta de casa, como por magia, a birra passou e ficou super-bem disposto.

 

Fez outra a caminho de um hiper, porque não fomos àquele que ele achava que iamos. Outra porque não o deixei mexer num objecto que o podia magoar. Antes de ontem fez mais uma a caminho de casa, em que berrou o caminho todo que queria a mamã, comigo mesmo ao pé dele, mas a conduzir.

 

Optei por não lhe ligar. E quando cheguei a casa, sentei-o no meu colo e tive um caonversa séria com ele. Expliquei que gostava de conduzir e não ia deixar de o fazer só para não o contrariar. E disse que era como as coisas que ele gosta de fazer, comer doces, ver os bonecos na tv ou andar de trotinete. E se ele nunca mais o pudesse fazer? Se duvida que ia ficar triste. Ora a mãe também ficaria triste se não pudesse fazer essas coisas.

 

Pareceu-me que ficou lá qualquer coisa. Mas ontem ao fim do dia, lá veio mais uma birra. Desta vez foi porque não queria tomar o xarope na colher do costume e queria tomar noutra à escolha dele. Perante o meu "não" começou a gritar, fechava a boca, ditava-me a lingua de fora e dizia "Deixa!".

 

Confesso que desta vez fiquei triste, muito triste. Sei que é normal, que esta é a idade das birras e também que ele nem é dos piores, mas senti-me a pior mãe do mundo. Ignorei-o. Não lhe dei o xarope. Quando se acalmou, lavei-lhe os dentes e disse-lhe que não lhe ia ler uma história ao domir, porque estava triste.

 

Ele achou que era só a fingir mas quando viu que eu não lhe lia a história, começou a chorar e disse que já tomava o xarope. Disse que era tarde demais e que me sentia triste com ele. Disse que não tinha chorado no carro mas eu falei-lhe na birra. Que o adoro, que é a luz da minha vida. Mas não pode fazer tudo o que quer. Que a vida é cheia de "não" e que temos de aprender a viver com eles desde pequenos.

 

Chrou agarrado a mim e disse que ia portar-se bem e não tonava a fazer birras. Adomeceu abraçado a mim, a fazer-me festinhas e a dizer que gostava muito de mim.

 

Sei que esta fase é mesmo a fase de birras. sei que são normais e que fazem parte dos crecimento. E que ele até nem é dos piores. Mas isso não impede que fique triste, que me questione sobre o facto de estar a ser boa mãe, de o estar a educar bem. Será que devo ser mais rigida? Será que lhe devia dizer não mais vezes?

 

Queria educar uma pessoa valida para a sociedade, simpática, bem educada, com bons sentimentos, preparado para os problemas da vida, mas ao fim e ao cabo, não é mesmo isso que todas as mães querem?

 

Enfim, haja paciência e que esta fase passe depressa ou pelo menos que as birras não sejam muito frequentes, para eu poder respirar um pouco e recuperar a compostura.

 

 

Bom fim de semana prolongado, nós cá vamos tentar passa-lo de uma maneira divertida e ocupada, mas depois conto pormenores.

 

 

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publicado por era1xeu às 23:20

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